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Pitacos Literários


Martin Claret

A Martin Claret é uma editora simpática, publica clássicos da literatura universal a preços acessíveis, o que é uma mão na roda para quem precisa comprar diversos livros, em um curto espaço de tempo, e não quer apelar para os sebos nem esvaziar os bolsos com edições caras. Um exemplo é o romance O Vermelho e o Negro, de Stendhal, que precisei adquirir poucos meses atrás. Se tivesse optado por um exemplar editado pela Cosac & Naify, o livro teria me custado R$ 59. Não cheguei a desembolsar R$ 20 por um da Martin Claret.

Com a coleção A Obra-Prima de Cada Autor, centenas de títulos estão disponibilizados em formato pocket. Além de baratear os custos, esse formato deixa o livro em um tamanho prático, mais fácil de ser carregado. Quem precisa levar livros de um lado para o outro sabe que isso faz uma boa diferença. Nessa linha, há obras de Lewis Carroll, Mark Twain, Conan Doyle, Charles Dickens, Victor Hugo, Dostoievski, Machado de Assis e muitos, muitos outros. Estão incluídos aí títulos de filósofos importantes, como Aristóteles e Platão. Para os viciados em ler, seria uma perdição, não fosse um pequeno porém. Talvez por oferecer produtos mais em conta, a editora peca em dois aspectos: no projeto gráfico e na falta de revisão dos textos. Definitivamente, os livros da Martin Claret não são bonitos. Nenhum dos exemplares que possuo traz ilustrações ou cores e o texto sobrepõe a numeração das páginas. Tudo bem, a edição isenta de atrativos pode ser compensada justamente pelo preço convidativo. A falta de revisão, no entanto, compromete. Não sempre, mas com freqüência. Já li livros da Martin Claret com pouquíssimas falhas nesse sentido, quase imperceptíveis. Não é o caso de O Vermelho e o Negro. O texto está cheio de erros de ortografia e com uma infinidade de vírgulas separando sujeito de verbo. Levando em conta que a palavra é a matéria-prima da literatura, acho que essa falta de cuidado fica feia. Uma boa revisão antes da publicação não faria mal nenhum à Martin Claret.



Escrito por Renée às 12h06
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