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João do Rio republicado

Considerado um dos principais criadores da reportagem no jornalismo brasileiro, João do Rio (1881-1921) acaba de ter seu título "Vida Vertiginosa" relançado pela editora Martins Fontes. Trata-se de uma reunião de crônicas publicadas entre 1905 e 1911 (ano de lançamento do livro), a maior parte nos jornais Gazeta de Notícias e A Notícia. No site da editora, a obra é oferecida a R$ 47,50.
João do Rio foi o principal pseudônimo de João Paulo Emílio Cristovão dos Santos Coelho Barreto, que também assinou textos como Caran D'Ache, Godofredo de Alencar e José Antonio, entre outros nomes falsos. Foi jornalista, teatrólogo, cronista e imprimiu um olhar diferente ao modo de se fazer jornalismo e, conseqüentemente, aos hábitos da época retratada em suas crônicas e reportagens. Apaixonado pela rua, ele se interessava pelo cotidiano dos excluídos. Numa época em que os intelectuais brasileiros tendiam ao beletrismo, João do Rio escreveu sobre presos, mendigos, vendedores ambulantes e prostitutas. Também se aventurou no romance. Para ler um texto e uma breve biografia dele, clique aqui.
Além de "Vida Vertiginosa", outros títulos, publicados por diferentes casas, estão disponíveis para os leitores, mas é preciso pesquisar, porque alguns deles dependem de encomenda. Uma dica que vai além das páginas é o Sarau João do Rio, realizado uma vez por mês, sempre na última quarta-feira, a partir as 18h30, na Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras (Amal), que fica na rua Pinheiro Machado, 31/2º andar, na Zona Sul carioca.
Escrito por Renée às 23h35
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Curiosidade

Li hoje, na coluna Gente Boa do jornal O Globo, que Maria Valéria Rezende, freira no Recife e escritora, será uma das palestrantes na próxima Festa Literária Internacional de Parati (ou Flip, como é mais conhecida), em agosto. O que achei curioso é que ela escreveu um romance, intitulado "O vôo da guará vermelha", que conta o caso amoroso entre um assistente de pedreiro e uma mulher que sai do Norte e vira prostituta em São Paulo, além de tornar-se aidética.
Uma rápida busca na internet e encontrei o release do livro, com breves pareceres de Frei Betto e Luiz Ruffato. É um dos volumes de estréia da coleção Fora dos Eixos, que a Objetiva criou com a idéia de revelar autores que tenham originalidade narrativa e estejam geograficamente distantes do eixo Rio/São Paulo, sendo desconhecidos no país. No release, também li que esse não é o primeiro livro de ficção que a escritora publica, embora seja seu romance de estréia. Em 2001, a freira lançou a coletânea de contos "Vasto Mundo", pela Editora Beca, de São Paulo. Nos links é possível encontrar mais informações sobre Maria Valéria Rezende e sua obra.
Escrito por Renée às 12h24
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