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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher
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Nelson Rodrigues agora em blog
Um novo link, ali ao lado, leva para o blog, acredite, do dramaturgo Nelson Rodrigues. A página foi criada pela filha do escritor, Sônia Rodrigues, que passou dois anos pesquisando textos do pai que fossem inéditos ou pouco conhecidos pelo público e os disponibilizou na rede, com apoio da editora Nova Fronteira e coordenação da doutora em literatura Luisa Melo. Há comentários sobre futebol, literatura, cinema, teatro, jornalismo e política, entre outros assuntos, além de entrevistas.
Escrito por Renée às 13h54
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Prazeres da Copa
Na minha opinião, o melhor da Copa não tem sido, nem de longe, os jogos de futebol. Quem está batendo um bolão são dois (re)conhecidos craques das palavras: João Ubaldo Ribeiro e Luis Fernando Veríssimo. É um deleite ler as colunas diárias dos dois. Fiquei mal acostumada, acho que vou sentir um vazio, depois da Copa.
Escrito por Renée às 11h12
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Martin Claret

A Martin Claret é uma editora simpática, publica clássicos da literatura universal a preços acessíveis, o que é uma mão na roda para quem precisa comprar diversos livros, em um curto espaço de tempo, e não quer apelar para os sebos nem esvaziar os bolsos com edições caras. Um exemplo é o romance O Vermelho e o Negro, de Stendhal, que precisei adquirir poucos meses atrás. Se tivesse optado por um exemplar editado pela Cosac & Naify, o livro teria me custado R$ 59. Não cheguei a desembolsar R$ 20 por um da Martin Claret.
Com a coleção A Obra-Prima de Cada Autor, centenas de títulos estão disponibilizados em formato pocket. Além de baratear os custos, esse formato deixa o livro em um tamanho prático, mais fácil de ser carregado. Quem precisa levar livros de um lado para o outro sabe que isso faz uma boa diferença. Nessa linha, há obras de Lewis Carroll, Mark Twain, Conan Doyle, Charles Dickens, Victor Hugo, Dostoievski, Machado de Assis e muitos, muitos outros. Estão incluídos aí títulos de filósofos importantes, como Aristóteles e Platão. Para os viciados em ler, seria uma perdição, não fosse um pequeno porém. Talvez por oferecer produtos mais em conta, a editora peca em dois aspectos: no projeto gráfico e na falta de revisão dos textos. Definitivamente, os livros da Martin Claret não são bonitos. Nenhum dos exemplares que possuo traz ilustrações ou cores e o texto sobrepõe a numeração das páginas. Tudo bem, a edição isenta de atrativos pode ser compensada justamente pelo preço convidativo. A falta de revisão, no entanto, compromete. Não sempre, mas com freqüência. Já li livros da Martin Claret com pouquíssimas falhas nesse sentido, quase imperceptíveis. Não é o caso de O Vermelho e o Negro. O texto está cheio de erros de ortografia e com uma infinidade de vírgulas separando sujeito de verbo. Levando em conta que a palavra é a matéria-prima da literatura, acho que essa falta de cuidado fica feia. Uma boa revisão antes da publicação não faria mal nenhum à Martin Claret.
Escrito por Renée às 12h06
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João do Rio republicado

Considerado um dos principais criadores da reportagem no jornalismo brasileiro, João do Rio (1881-1921) acaba de ter seu título "Vida Vertiginosa" relançado pela editora Martins Fontes. Trata-se de uma reunião de crônicas publicadas entre 1905 e 1911 (ano de lançamento do livro), a maior parte nos jornais Gazeta de Notícias e A Notícia. No site da editora, a obra é oferecida a R$ 47,50.
João do Rio foi o principal pseudônimo de João Paulo Emílio Cristovão dos Santos Coelho Barreto, que também assinou textos como Caran D'Ache, Godofredo de Alencar e José Antonio, entre outros nomes falsos. Foi jornalista, teatrólogo, cronista e imprimiu um olhar diferente ao modo de se fazer jornalismo e, conseqüentemente, aos hábitos da época retratada em suas crônicas e reportagens. Apaixonado pela rua, ele se interessava pelo cotidiano dos excluídos. Numa época em que os intelectuais brasileiros tendiam ao beletrismo, João do Rio escreveu sobre presos, mendigos, vendedores ambulantes e prostitutas. Também se aventurou no romance. Para ler um texto e uma breve biografia dele, clique aqui.
Além de "Vida Vertiginosa", outros títulos, publicados por diferentes casas, estão disponíveis para os leitores, mas é preciso pesquisar, porque alguns deles dependem de encomenda. Uma dica que vai além das páginas é o Sarau João do Rio, realizado uma vez por mês, sempre na última quarta-feira, a partir as 18h30, na Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras (Amal), que fica na rua Pinheiro Machado, 31/2º andar, na Zona Sul carioca.
Escrito por Renée às 23h35
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Curiosidade

Li hoje, na coluna Gente Boa do jornal O Globo, que Maria Valéria Rezende, freira no Recife e escritora, será uma das palestrantes na próxima Festa Literária Internacional de Parati (ou Flip, como é mais conhecida), em agosto. O que achei curioso é que ela escreveu um romance, intitulado "O vôo da guará vermelha", que conta o caso amoroso entre um assistente de pedreiro e uma mulher que sai do Norte e vira prostituta em São Paulo, além de tornar-se aidética.
Uma rápida busca na internet e encontrei o release do livro, com breves pareceres de Frei Betto e Luiz Ruffato. É um dos volumes de estréia da coleção Fora dos Eixos, que a Objetiva criou com a idéia de revelar autores que tenham originalidade narrativa e estejam geograficamente distantes do eixo Rio/São Paulo, sendo desconhecidos no país. No release, também li que esse não é o primeiro livro de ficção que a escritora publica, embora seja seu romance de estréia. Em 2001, a freira lançou a coletânea de contos "Vasto Mundo", pela Editora Beca, de São Paulo. Nos links é possível encontrar mais informações sobre Maria Valéria Rezende e sua obra.
Escrito por Renée às 12h24
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Uma questão
O artigo foi escrito com outro objetivo, no ano passado, mas acredito que encaixa no blog. Por causa do tamanho, está divido em duas partes.
Literatura e blogs são universos paralelos?
Os internautas foram apresentados ao universo dos weblogs por volta de 2000 e a então nova ferramenta não custou a cair no gosto dos jovens, que começaram a publicar seus pensamentos e questões pessoais na Internet, fazendo com que esse tipo de página fosse prontamente identificada como “diário virtual de adolescentes”. Calcula-se que hoje, no mundo, já existam mais de 12 milhões de blogs publicados e algo em torno de 40 mil sejam criados a cada dia, não necessariamente por diaristas interessados em tornar públicos seus escritos íntimos. Quando se fala de Internet, as possibilidades são tantas quantas permitirem a criatividade aliada à tecnologia. O que os aficionados por literatura e uma nova geração de candidatos a escritores perceberam, por exemplo, foi uma maneira de tentar romper barreiras, fazendo seus escritos circularem em um mundo sem as amarras do fechado mercado editorial. Na web, a liberdade de expressão existe verdadeiramente, porque cada um atua como seu próprio editor, e o início do reconhecimento pelo trabalho pode estar a apenas um clique de distância, o que não significa que a tarefa seja simples.
Durante os primórdios do mundo blogueiro, os futuros novos escritores que se aventuraram a criar páginas virtuais não passaram ilesos pelo processo. Junto com o avanço, toda nova tecnologia sempre traz consigo um olhar desconfiado por parte dos mais conservadores. No caso dos blogs, ainda houve o agravante dos registros de memórias pueris, afinal, a possibilidade de considerar ou não gênero literário os escritos tais como diário e autobiografia é uma das maiores discussões da crítica especializada. A passagem da literatura de seu canal tradicional – o papel – para a tela do computador não foi nada tranqüila. Entretanto, deixando de lado o preconceito e olhando para o blog como uma ferramenta mais democrática de publicação, é possível encontrar boas páginas e exemplos de escritores em ascensão cujo início está intimamente ligado à web. No Rio de Janeiro, talvez um dos mais conhecidos seja João Paulo Cuenca, autor do blog “Corpo Presente”, que tinha como objetivo inicial ser um diário do processo de edição e finalização de seu primeiro livro, um romance com o mesmo nome. Cuenca, que já teve textos publicados em revistas, jornais e coletâneas e cujo romance de estréia chegou a ser elogiado por Chico Buarque, começou sua carreira na Internet mesmo antes da era dos blogs, enviando seus escritos para os amigos por e-mail.
Outro caso bem sucedido é o de Fabrício Carpinejar, que mantém seu blog desde de 2003 e, nesse período, teve dois livros publicados. Além de disponibilizar suas criações tanto em prosa quanto em verso, vez por outra dialogando com as artes plásticas e visuais, a página do escritor e jornalista trata também de livros de outros autores, sendo um bom espaço virtual para a literatura.
Uma das primeiras escritoras da nova geração a ter o nome associado ao mundo virtual foi Clarah Averbuck. No Sul, ela ganhou fama entre os internautas como colunista de um já extinto e-zine e, depois, como autora de vários blogs, antes de ter o seu primeiro romance (“Máquina de Pinball”) publicado. “Brasileira! Preta!”, seu blog mais conhecido, não é atualizado desde março de 2005, mas Clarah não deixou de escrever. Depois da estréia, teve outros livros publicados.
Escrito por Renée às 15h27
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Os exemplos não acabam por aí. Há o “Hotel Hell”, de Joca Reiners Terron; “Amor e Hemácias”, de Santiago Nazarian; “Pentimento”, de Marcelo Moutinho; “Olivetti 22”, de Miguel Conde; e “Pensar Enlouquece”, de Alexandre Inagaki, para citar alguns blogueiros já publicados, não necessariamente conhecidos. Surgem também as páginas coletivas, como o “Escritoras Suicidas”, que, ao reunir e articular uma nova geração de aspirantes a escritor, permitindo uma convivência, mesmo que virtual, mais do que divulgar nomes, pode impulsionar um possível futuro movimento literário.
Dentro do universo dos blogs, o que os autores têm em mãos é uma ferramenta versátil, em termos tecnológicos. Hoje, há sites de busca específicos para blogs, como o technorati.com e o www.bloogz.com e filtros para evitar spam nos comentários. O crescimento da própria Internet, a proliferação de celulares e câmeras digitais e o surgimento de ferramentas amigáveis para a construção de blogs têm contribuído para o crescimento dessas páginas virtuais e de suas possibilidades de uso. Para os especialistas da área, a tendência é que, no futuro, os weblogs sejam expandidos por múltiplos canais, incluindo a TV interativa. Hoje, já é possível sua leitura no celular e a publicação de conteúdos multimídia, incluindo fotologs, videologs, álbuns de fotos e superblogs, que permitem a publicação de textos mais extensos, fotos e vídeos, tornando difícil prever quais serão os limites no futuro.
Apesar de todas as possibilidades da web, recentemente, 14 blogueiros se reuniram e lançaram o livro "Blog de Papel", fazendo o caminho de volta para a celulose. Daí podem ficar duas idéias: a de que o blog pode mesmo ser visto como espaço para exercício de criação e divulgação de escritos e/ou novos escritores e que nada impede os universos literário e blogueiro de serem vias de mão dupla, influenciando e renovando um ao outro.
Escrito por Renée às 15h21
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Página 1
Para pôr fim ao eterno amanhã do post de estréia, esse caderno virtual vai ser inaugurado com uma indicação: o "Rascunho" é um jornal de literatura feito em Curitiba. Traz entrevistas, críticas, resenhas, seções variadas e, à moda antiga, está publicando, mensalmente, um romance-folhetim assinado por Fernando Monteiro. Li essa notícia no site da revista Entrelivros.
Em tempo: o "Rascunho" também tem versão impressa.
Escrito por Renée às 14h38
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